Crime em GO

Atualizado em: 13/06/2017 08:27:06

Em GO: Jovem com filha no colo é morta pelo ex-marido em Niquelândia, diz irmã

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Arquivo Pessoal/genesi

Dhiemercristien estava com filha no colo quando foi baleada

A empregada doméstica Dhiemercristien de Freitas Silva, 25 anos, foi morta com um tiro na frente da casa da mãe dela, em Niquelândia, na região norte de Goiás. Segundo a família, ela estava com a filha de 1 ano e 2 meses no colo quando o ex-marido atirou. Os parentes afirmam que ele não aceitava o fim do relacionamento. O homem, que é caminhoneiro, está foragido.

“Minha mãe está desesperada. Está todo mundo desesperado, horrorizado. Não tem explicação”, lamentou ao G1 a Irma da vítima, a dona de casa Genesi Aparecida Correia da Silva, de 30 anos.

O crime aconteceu por volta das 23h de sexta-feira (23). Conforme os parentes, ela saiu na porta de casa para pagar uma leitoa que a mãe dela havia comprado. Nisso, o ex-marido, Nagir Alves dos Santos, de 50 anos, apareceu. A arma falhou duas vezes até disparar.

“Ele estava escondido no escuro. Veio por trás do carro, segurou pelo braço dela, apontou o revólver no pescoço. Minha irmã gritou para ele não fazer isso. Mas não adiantou, ele apertou duas vezes e a bala não saiu. Só na terceira o tiro saiu”, relata Genesi.

De acordo com a irmã da vítima, Dhiemercristien caiu protegendo a filha, que não se machucou. “Minha mãe estava vindo atrás e logo pegou a bebê. Ela ficou toda ensanguentada”, contou a dona de casa.

A jovem foi levada para o Hospital Municipal de Niquelândia. Porém, ela morreu logo após chegar à unidade de saúde.

Além da bebê, Dhiemercristie deixa mais dois filhos, sendo que um tem 10 anos e outro 9 anos. Só a caçula era filha da vítima e do caminhoneiro.

Separação e ameaças

Genesi conta que a irmã e o caminhoneiro ficaram casados por cerca de 2 anos. Há três meses ela decidiu se separar, mas o homem não aceitava. “Não estava dando certo e ela quis se separar. Ele não aceitava, ligava todos os dias”, conta.

Segundo a família, o ex-marido passou a ameaçar a vítima de morte. Com medo, ela registrou uma medida protetiva na Polícia Civil e se mudou para a casa da mãe.

“Ela foi a delegacia, mas o que adiantou? Nada. Não valeu nada. A polícia não fez nada”, desabafa.

O degado Cássio Arantes do Nascimento informou que não tem como checar, no momento, se houve o pedido de medida protetiva. Independente disso, a Justiça é quem defere ou não o pedido para que seja cumprido.

Ele reforçou que a Polícia Civil investiga o caso e, como o suspeito está identificado, será solicitada a prisão preventiva dele. Se alguém souber alguma informação sobre o caminhoneiro, pode denunciar pelo telefone 197.

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